Etapa IV
- Passo 3
A importância do
cálculo mental para a construção do conceito de número
Primeiramente, considera-se cálculo
mental um conjunto de procedimentos de cálculo que podem ser analisados e
articulados diferentemente por cada indivíduo para a obtenção mais adequada de
resultados exatos ou aproximados, com ou sem o uso de lápis e papel.
Os procedimentos de cálculo mental se
apoiam nas propriedades do sistema de numeração decimal e nas propriedades das
operações, e colocam em ação diferentes tipos de escrita numérica, assim como
diferentes relações entre os números. O cálculo mental permite maior
flexibilidade de calcular, bem como maior segurança e consciência na realização
e confirmação dos resultados esperados, tornando-se relevante na capacidade de
enfrentar problemas. Tal desenvolvimento de estratégias pessoais para se
calcular vai ao encontro das tendências recentes da psicologia do
desenvolvimento cognitivo, que nos apontam para a importância de uma
aprendizagem com significado e do desenvolvimento da autonomia do aluno.
Há quem acredite que o
importante do cálculo mental é fazer a conta bem depressa, mas é bobagem querer
competir com a calculadora. As vantagens são outras. Ao fazer a conta de
cabeça, o estudante percebe que há caminhos diversos na resolução de um mesmo
problema. É pelo cálculo mental que ele também aprende a realizar estimativas
(ler uma conta e imaginar um resultado aproximado) e percebe as propriedades
associativa (une dezena com dezena, unidade com unidade e assim por diante) e
de decomposição (nota que 10 = 5 +5, entre outras possibilidades). Isso tudo
sem precisar conhecer esses termos.
Crianças que fazem pesquisa de preços, guardam dinheiro para comprar uma revista, e principalmente, aquelas que ajudam os pais no comércio "fazem" matemática muito antes de ouvir falar em fórmulas e operações. O problema é que, na escola, se ensina a elas como calcular desconsiderando totalmente o que já sabem. O cálculo mental sempre esteve presente no comércio ou na construção civil, por exemplo. Os professores precisam trazer essa habilidade para a sala de aula.
Os alunos já sabem fazer conta de cabeça. O professor só precisa descobrir as estratégias que eles usam e mostrar outras, a turma vai se sair bem melhor nos cálculos escritos.A base são as situações-problema. Em questões como a distribuição de 24 brinquedos de uma caixa entre quatro crianças, por exemplo, primeiro é preciso verificar se os alunos compreenderam os valores em jogo e o que essa operação implicará (o número maior ficará menor). Como eles imaginam que o problema será solucionado? Conversar sobre a atividade é bem diferente de dar pistas sobre o cálculo a ser usado. Se o objetivo é que a turma utilize procedimentos próprios, não informar nem dar dicas é uma condição didática necessária.
Compreendida a proposta, cada um procura as próprias estratégias para chegar ao resultado. Depois, é hora de compartilhar os valores encontrados e discutir as táticas usadas. O professor registra no quadro-negro as operações parciais desenvolvidas pelos estudantes, registrando-as em linguagem matemática, conforme as informações fornecidas por eles mesmos.
Crianças que fazem pesquisa de preços, guardam dinheiro para comprar uma revista, e principalmente, aquelas que ajudam os pais no comércio "fazem" matemática muito antes de ouvir falar em fórmulas e operações. O problema é que, na escola, se ensina a elas como calcular desconsiderando totalmente o que já sabem. O cálculo mental sempre esteve presente no comércio ou na construção civil, por exemplo. Os professores precisam trazer essa habilidade para a sala de aula.
Os alunos já sabem fazer conta de cabeça. O professor só precisa descobrir as estratégias que eles usam e mostrar outras, a turma vai se sair bem melhor nos cálculos escritos.A base são as situações-problema. Em questões como a distribuição de 24 brinquedos de uma caixa entre quatro crianças, por exemplo, primeiro é preciso verificar se os alunos compreenderam os valores em jogo e o que essa operação implicará (o número maior ficará menor). Como eles imaginam que o problema será solucionado? Conversar sobre a atividade é bem diferente de dar pistas sobre o cálculo a ser usado. Se o objetivo é que a turma utilize procedimentos próprios, não informar nem dar dicas é uma condição didática necessária.
Compreendida a proposta, cada um procura as próprias estratégias para chegar ao resultado. Depois, é hora de compartilhar os valores encontrados e discutir as táticas usadas. O professor registra no quadro-negro as operações parciais desenvolvidas pelos estudantes, registrando-as em linguagem matemática, conforme as informações fornecidas por eles mesmos.
Referência Bibliográfica

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